Ecolher entre prefixado, pós-fixado e IPCA+ é uma das decisões mais importantes ao investir em títulos de renda fixa, como Tesouro Direto ou CDBs.
Vamos por partes
1 Entendendo cada tipo
Prefixado
- A taxa de juros é fixa no momento da compra (ex: 10% ao ano).
- Você sabe exatamente quanto vai render se ficar até o vencimento.
- Ideal se:
- Acredita que os juros vão cair no futuro.
- Quer previsibilidade no rendimento.
Risco:
Se os juros subirem, o valor de mercado do título cai (se vender antes do vencimento).
Pós-fixado (CDI, Selic)
- A rentabilidade acompanha um índice, normalmente a Selic ou o CDI.
- Ex: “CDB 100% do CDI” ou “Tesouro Selic”.
Ideal se:
- Quer segurança e liquidez.
- Acredita que os juros vão subir.
- Está investindo a curto prazo.
Observação:
O rendimento varia — se a Selic cair, seu ganho também cai.
🔹 IPCA+ (híbrido)
- Combina rendimento fixo + inflação (IPCA).
- Ex: “IPCA + 5% ao ano” → garante ganho real acima da inflação.
Ideal se:
- Quer proteger o poder de compra.
- Pensa no longo prazo (aposentadoria, reserva de futuro). Acredita que a inflação pode subir.
Risco:
Se vender antes do vencimento e os juros subirem, o título pode desvalorizar.
2️⃣ Como escolher: guia rápido
| Perfil / Situação | Tipo indicado | Por quê |
| ---------------------------- | ----------------------- | ---------------------------------------- |
| Curto prazo (até 2 anos) | Pós-fixado (Selic/CDI) | Menor risco de perda e boa liquidez |
| Médio prazo (2–5 anos) | Prefixado | Aproveita juros altos e garante taxa |
| Longo prazo (5+ anos) | IPCA+ | Protege da inflação e garante ganho real |
| Incerteza econômica | Diversificar entre os 3 | Equilibra risco e retorno |
3️⃣ Estratégia prática
Muitos investidores usam uma carteira balanceada, por exemplo:
- 40% em pós-fixado (Tesouro Selic ou CDB 100% CDI)
- 30% em IPCA+
- 30% em prefixado
Assim, você aproveita diferentes cenários (queda de juros, alta da inflação ou estabilidade).
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